Mulheres Mortas na Índia Acusadas de Bruxaria: Um Crime que Persiste no Século XXI
Saudações da Bruxa! Como vocês estão? Lembre-se que a arte da Bruxaria requer muita dedicação e estudo. Hoje vamos conversar sobre algo assustador que ainda acontece na Índia, a morte de centenas de mulheres que são acusadas de bruxaria.
Apesar de todos os avanços da ciência, da tecnologia e da educação, ainda hoje, em pleno século XXI, centenas de mulheres são perseguidas, agredidas e até mortas na Índia sob a acusação de praticarem bruxaria. Este fenômeno não é apenas fruto de crenças arcaicas, mas também de uma combinação perigosa de ignorância, misoginia, conflitos sociais e ausência do Estado.
Uma realidade assustadora
Segundo relatórios da Comissão Nacional para Mulheres da Índia e organizações de direitos humanos, mais de 2.000 mulheres foram mortas acusadas de bruxaria entre 2000 e 2020 — e os números continuam crescendo. Os dados são imprecisos, já que muitos desses crimes são registrados como "mortes acidentais" ou "disputas locais".
Essas mortes ocorrem, principalmente, em regiões rurais dos estados de Jharkhand, Chhattisgarh, Odisha, Assam e Bihar, onde a presença do Estado é fraca e as tradições locais ainda têm forte influência sobre o cotidiano das comunidades.
Quem são as vítimas?
A maioria das mulheres acusadas de bruxaria são idosas, viúvas, Dalits (a casta mais baixa) ou pertencentes a comunidades tribais. Muitas vezes, essas mulheres vivem sozinhas, sem apoio familiar, e se tornam alvos fáceis.
As acusações podem surgir de situações banais, como:
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A morte repentina de uma criança ou de um animal.
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Doenças misteriosas na comunidade.
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Falta de chuvas ou desastres naturais.
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Inveja ou disputas de terras e propriedades.
Em muitos casos, a acusação de bruxaria é usada como justificativa para expulsar mulheres de suas casas e tomar seus bens. É uma ferramenta de opressão mascarada de superstição.
A prática dos "caçadores de bruxas"
Lei de Proibição, Prevenção e Proteção contra a Caça às Bruxas de Assam, sancionada em 2015. Essa legislação é considerada uma das mais rígidas do país sobre o tema, criminalizando a acusação de bruxaria e protegendo vítimas.
Iniciativas de resistência e esperança
Apesar do cenário sombrio, há luz, diversas ONGs, ativistas e líderes comunitários vêm trabalhando para educar populações rurais e proteger mulheres vulneráveis.
Grupos como o Association for Social and Human Awareness (ASHA) atuam diretamente nas aldeias, promovendo campanhas de conscientização, assistência jurídica e abrigo para sobreviventes.
O assassinato de mulheres sob a acusação de bruxaria na Índia não é um resquício do passado — é uma tragédia contemporânea. É também um reflexo de desigualdades profundas que vão além da superstição. Combater esse mal exige mais do que palavras: exige políticas públicas, justiça social e, principalmente, coragem para enfrentar tradições violentas disfarçadas de cultura.
Espero que tenham gostado do post! Um beijo da Bruxa! 🌠
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